quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Com que bolsa eu vou?


Em algumas cidades do país as sacolas de plástico já foram banidas, em outras, estão com os dias contados. Confira, na próxima edição, uma divertida matéria sobre ecobags. As meninas aqui da redação já entraram no clima...

 Arquivo Pessoal
Essa moda pega: clássicas ou descoladas, o que importa é a atitude

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Vote na capa da próxima edição


Boa tarde, galera!
A próxima edição da Aventura&Ação está quase pronta, mas precisa de uma capa, que trará a reportagem especial que o André Dib escreveu sobre Ilhabela – destino perfeito para uma temporada de verão. Mata Atlântica, praias selvagens e badaladas, trilhas, montanhas e cachoeiras compõem um cenário tropical repleto de boas opções para atividades de aventura. Selecionamos três opções de capa para que os nossos leitores votem na sua preferida. Qual delas você mais gosta? Comente, dê a sua opinião e aguarde o resultado. 

                                                                                                                                                                   
                                                            
 
    

Psicobloc por ActionBrasil TV



Abertura da temporada de Rafting 2011 e 2012

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Cataratas do Iguaçu está entre as finalistas do concurso As sete novas maravilhas da natureza


Destino brasileiro foi eleito pelo voto popular

Adilson Borges 
Na sexta-feira, dia 11 de novembro, as Cataratas do Iguaçu foram preselcionadas como finalistas do concurso As Sete Novas Maravilhas da Natureza. A atração concorria com outras 28 maravilhas, entre elas a Amazônia, que também foi selecionada. A contagem dos votos está sendo checada pela New Seven Wonders, organizadora da votação. A confirmação acontecerá no início de 2012, durante a cerimônia de inauguração oficial do roteiro.

De acordo com Celso Florêncio, gerente geral da Cataratas do Iguaçu S/A, a mobilização da população e a participação de grandes artistas e esportistas foi fundamental para o alcance da vitória. “Estamos muito felizes com a escolha e trabalharemos para aperfeiçoar a estrutura do lugar. Queremos que as pessoas apreciem, cada vez mais, esta nova maravilha da natureza”, diz.


Mais informações
(45) 3521-4400

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

10º Encontro Nacional de Cicloturismo e Aventura

Jorge Blanquer














De 12 a 15 de novembro de 2011, Santa Maria Madalena, uma cidade pequenina e aconchegante da serra fluminense, recebeu cerca de 120 pessoas, que aos poucos foram tomando as ruelas de paralelepípedo do lugar com as suas bicicletas. Pela primeira vez no estado do Rio de Janeiro, o 10º Encontro Nacional de Cicloturismo e Aventura aconteceu em clima de integração entre participantes e celebração dos 10 anos do Clube de Cicloturismo do Brasil, organizador do evento anual e responsável pela disseminação da bicicleta como meio de transporte. Há uma década, o Clube, fundado por Eliana Garcia e Rodrigo Telles, estimula o uso da bicicleta de forma autônoma, transmitindo para milhares de pessoas a ideia de que todos podem utilizá-la. Não há limite de idade ou perfil de usuário definido.

As paisagens naturais, as fazendas situadas em meio aos antigos cafezais, e os prédios históricos do município, com altitude aproximada de 632 metros, revelaram recortes do Brasil Colônia em passeios por estradas de terra que ladeavam o Parque Estadual da Serra do Desengano, área remanescente da Mata Atlântica. Os pedais, que variaram de 15 a 35 km, foram um dos pontos altos da programação do Encontro, com paradas em cachoeiras – como a do Escorrega –, para banhos refrescantes; e em propriedades rurais – como a Fazenda Boa Fé –, para degustação de produtos coloniais. Santa Maria Madalena está localizada a 223 km da capital.


Paulo Roberto Cunha














Entre os palestrantes presentes, nomes como Antônio Olinto, Argus Caruso Saturnino e Arthur Simões levaram a plateia ao delírio com seus relatos de viagens de volta ao mundo. Antônio Lacerda Miotto e André Schetino falaram sobre o Cicloturismo e a história da bicicleta no Brasil. Thiago Fantinatti contou sobre os 15 mil quilômetros que percorreu em 365 dias de pedaladas pela América do Sul. Walter Magalhães Jr. e Sérgio Ribeiro apresentaram ao público as suas descobertas ao tentar desbravar a beleza e a história de Cuba. E Eliana Garcia e Rodrigo Telles fecharam o ciclo com chave de ouro, dividindo as suas experiências em uma viagem fantástica pelo Caminho de Santiago e Alpes Austríacos. 

O Encontro foi um momento de união, entrega, troca e fortalecimento de laços entre todos aqueles que amam a bicicleta e que em cima de duas rodas transformam o mundo em um lugar mais humano, plural e repleto de oportunidades. Viajar de bicicleta é possível! E vale muito a pena.

Ciclorrotas de São Paulo



1º mapa de ciclorrotas amplia bases para a estruturação
do planejamento cicloviário da capital paulista

Fernando Sciarra
Bicicleta é tudo de bom – veículo limpo, saudável, prático, versátil. Em São Paulo, utilizá-la como meio de transporte é um desafio que, a cada dia, torna-se mais contornável aos olhos de quem busca opções alternativas para o alcance de qualidade de vida. Com o objetivo de facilitar o tráfego das magrelas pela cidade, um grupo de ciclistas experientes se uniu ao Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP) para traçar as rotas mais adequadas para o uso da bicicleta na região do centro expandido da capital paulista. No dia 29 de outubro, foi lançado o mapa oficial de ciclorrotas de São Paulo em sua primeira versão. O projeto pioneiro no Brasil contou com o financiamento da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (SEME) e com o apoio técnico da TC Urbes. Foram seis meses de trabalho para mapear ciclorrotas em 28 distritos, da Vila Leopoldina, na zona oeste, à Vila Prudente, na leste; de Moema, na zona sul, a Santana, na norte.

O trânsito caótico, a precariedade do sistema de transporte público, a poluição e o estresse são causas de uma transformação de consciência. São milhares de ciclistas a percorrer ruas e avenidas da metrópole, desenvolvendo métodos de convivência com motoristas, pedestres e motociclistas. Leandro Valverdes, 33 anos, integrante da equipe de pesquisa do CEBRAP, ciclista desde 2001, esclarece que a finalidade do projeto é transmitir informação para o ciclista. “O mapa será útil para quem já está experimentando as ruas, que já pedala há algum tempo, que possui alguma afinidade com as estratégias de locomoção no trânsito”, diz.
Ciclorrotas são compostas por vias compartilhadas, ciclofaixas e ciclovias. Bicicletas são compatíveis com transporte público. Uma infraestrutura simples, composta por bicicletários e terminais intermodais, é o suficiente para aumentar o número de usuários. “Isso não é uma coisa nova. Há lugares, cidades no exterior, com mapas para ciclistas. No Brasil, não conheço nada parecido, mas em São Paulo houve um projeto chamado Ciclorede, idealizado, na época, por Arturo Alcorta e Cleber Anderson. Foi um piloto do que fizemos depois”, afirma Valverdes.
O ciclista esteve na Inglaterra para se informar sobre rotas recomendadas e tipo de metodologia que os ingleses haviam aplicado ao projeto realizado em Londres. “Descobri que não havia metodologia, mas um trabalho colaborativo. A instituição que corresponde a Ciclocidade londrina, a London Cycling Campaing, possui 11 mil membros. Havia umas dez categorias de rotas, o mapeamento era complementar, todos enviavam as suas sugestões, o levantamento de informações anterior às saídas de campo era muito completo”, relata.

Valverdes comenta que os envolvidos no projeto tentaram reproduzir a proposta em São Paulo. “Coletamos várias informações antes de circular pela cidade. Fizemos umas escalas por distritos, percorrendo todo o centro expandido. Fizemos também entrevistas com ciclistas que passavam por bicicletarias, sondamos com os usuários, selecionamos pontos de interesse, vias próximas a escolas, espaços de lazer como museus, teatros, cinemas, estações de metrô e de trem”, afirma.       
Alguns dos critérios estabelecidos para a seleção das ciclorrotas foram vias largas e de velocidade reduzida, arborização e altimetria. “Esse é um mapa dinâmico, sempre estará aberto para aperfeiçoamento, pois as características das vias não são fixas, as alterações são uma constante”, diz o pesquisador, que ressalta a importância de haver uma desmistificação do uso da bicicleta como meio de transporte urbano. “Existem resistências à topografia da cidade, a fatores como suor, tempo e segurança. Todos eles são contornáveis, embora a falta de respeito dos motoristas e a sua inacessibilidade em dividir às ruas seja um problema.”

Monitoria

 Juliano Pereira
Entre o final de outubro e início de novembro, houve sessões de monitoria gratuitas que serviram para apresentar o mapa de ciclorrotas para as pessoas. O cronograma definido incluiu passeios pelas vias selecionadas e oficinas de mecânica básica de bicicleta. Juliano Pereira, personal trainer de 39 anos e ciclista há mais de 20, participou de uma das sessões de monitoria do dia 30 de outubro. “Achei bem bacana. O monitor foi muito didático, paciente, deu uma série de toques. Havia uma moça no nosso grupo que tem bicicleta, mas sente medo de andar sozinha no trânsito. Com a orientação que recebeu, entre as quais a de procurar grupos como os bike anjos, ela se sentiu super à vontade, ficou animada”, afirma.

O percurso de 12 km foi delimitado durante a sessão. Todas as vias utilizadas foram mapeadas como ciclorrotas mais adequadas, demarcadas em verde no mapa, e de tráfego intenso, em vermelho. “Fiquei sabendo do projeto pelo site vadebike.org, sou ciclista há mais de 20 anos e considero de extrema importância este trabalho de mapeamento e monitoria das ciclorrotas. As pessoas que já pedalam na ciclofaixa, por exemplo, mas que tem medo de sair de casa em dias de trânsito normal, a partir de agora terão condições de fazer as suas primeiras tentativas. O mapa oferece várias opções de percurso por ruas mais calmas, é um excelente estímulo”, diz Juliano.

Pontos de distribuição
           
Sedes do CEBRAP e SEME. A tiragem é limitada. Foram disponibilizados cerca de mil mapas por conta do material ainda estar em fase de testes. A previsão do lançamento da versão final é dezembro de 2011 ou início de 2012.

Mais informações sobre as ciclorrotas em